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maré 2019

contra sombrios
tempos sem brios
voltar a cultura no cio
- TT Catalão

 


De 25 a 31 de agosto, a 4ª Mostra Ambiental do Recife apresenta um panorama de 30 filmes voltados para o engajamento estético e político, pautas sócio-ambientais, inclusive, o direito à informação. Estamos de volta porque acreditamos em tomadas de consciência e mobilizações a partir da experiência sensível representada pela sessão de cinema.

Através dos eixos Povos & Territórios, Ecosistemas & Biodiversidade e Cidades & Conflitos, esta curadoria convida para debates e reflexões em torno das lutas populares no campo às pressões das grandes cidades, em busca de uma compreensão de meio ambiente em sua totalidade, como no longa-metragem Chão (RJ, 2019), de Camila Freitas, onde a arte de fazer um filme está em ampla sintonia com a luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra em Goiás. Ou do curta A era de Lareokotô (PE, 2019), onde corpos e técnicas se relacionam como tema e matéria da realização cinematográfica.

A 4ª edição da MARÉ percorre escolas, parques e cinemas com o desejo de romper paredes invisíveis dessa cidade que não se mede por GPS ou classes econômicas, mas por um povo que precisa romper seus medos e que liguem as antenas para realizar ações transformadoras e revolucionárias. Nessa edição, vamos experimentar ainda mais a interação das redes digitais. Serão realizadas sessões via QR Code, com 110 pontos mapeados na cidade do Recife será possível se integrar à MARÉ pelos dispositivos móveis.

Há uma guerra em curso, destruindo as pessoas e as selvas. Segundo a organização Global Witness, o Brasil lidera o ranking de ativistas ambientais assassinados. Somente em 2017 foram mortos 207 homens e mulheres em defesa do meio ambiente, trabalho digno e do seu território de direito. O que fazer, individual ou coletivamente? Formas, caminhos, estratégias... atos, fatos, gritos, apoios, ruas, redes reais, redes virtuais. Realizamos nossa micropolítica enquanto outros também a fazem, nas praias, avenidas, becos, vielas, favelas, vilas, aldeias, ribeirinhos e agrestes.

Como uma antena parabólica, a cada nova edição a MARÉ procura captar, processar e reverberar a vibração de pensamentos e ações. Esperamos que nossa programação possa contribuir para esta construção coletiva.

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